Google: como será a verificação de anunciantes financeiros

Google: como será a verificação de anunciantes financeiros

Defesa do Consumidor na Era Digital

 

 

Entenda o que o Google já revelou sobre o novo processo de verificação para anunciantes financeiros e quais dúvidas ainda aguardam esclarecimento

 
Após a publicação do artigo Anunciante verificado não é sinônimo de anunciante confiável, muitos leitores podem ter ficado com uma dúvida legítima: afinal, como funcionará a nova verificação de anunciantes anunciada pelo Google em parceria com o Ministério da Justiça?

A resposta curta é: já sabemos algumas coisas, mas ainda há perguntas importantes sem resposta.

O acordo divulgado estabelece regras específicas para anúncios de produtos e serviços financeiros, como empréstimos, financiamentos e investimentos. A ideia é dificultar que golpistas utilizem a plataforma para promover ofertas fraudulentas.

Mas o que, exatamente, será exigido dos anunciantes?

 

O que já sabemos

Pelas informações divulgadas até o momento, o novo procedimento de verificação deverá considerar três elementos principais:

  • a identidade do anunciante;
  • a existência legal da empresa ou da pessoa responsável;
  • e, quando aplicável, a autorização do órgão regulador competente, como o Banco Central ou a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Esse último requisito merece destaque.

Ao contrário do que muitos imaginam, possuir um CNPJ regular não será suficiente para obter o selo de anunciante verificado no setor financeiro.

Se uma empresa oferece serviços sujeitos à fiscalização do Banco Central ou da CVM, ela também deverá comprovar que possui autorização para atuar naquele segmento.

 

O que ainda não sabemos

Apesar desse avanço, diversas dúvidas permanecem.

Ainda não foram divulgados detalhes como:

  • quais documentos serão exigidos;
  • como será realizada a análise das informações;
  • quem poderá realizar essa verificação em nome do Google;
  • com que frequência ela será reavaliada;
  • quais situações poderão levar à perda do selo.

Também não está claro como consumidores poderão denunciar um anunciante financeiro que, mesmo verificado, venha a praticar irregularidades.

Essas informações são importantes porque ajudam a medir o grau de confiabilidade do próprio processo de verificação.

 

E as lojas virtuais?

Essa continua sendo uma das principais questões levantadas pelo Blogueiros do Brasil.

O acordo anunciado entre Google e Ministério da Justiça restringe-se ao setor financeiro.

Isso faz sentido sob um aspecto: bancos, instituições de pagamento, corretoras e diversas empresas do setor financeiro dependem de autorização de órgãos reguladores para funcionar.

Mas e os demais segmentos?

Lojas virtuais, por exemplo, não possuem um órgão equivalente ao Banco Central ou à CVM que possa atestar sua regularidade.

 

O debate está apenas começando

O acordo firmado entre Google e Ministério da Justiça representa um avanço importante no combate às fraudes envolvendo produtos e serviços financeiros.

Ao mesmo tempo, ele abre espaço para uma discussão maior: como verificar anunciantes em setores que não possuem um órgão regulador específico?

Essa é uma pergunta que interessa não apenas ao Google, mas principalmente aos milhões de consumidores que utilizam diariamente mecanismos de busca para encontrar produtos e serviços na internet.

Enquanto novas informações não forem divulgadas, uma conclusão parece inevitável: a eficácia do novo modelo dependerá menos da existência de um selo e mais da transparência dos critérios utilizados para concedê-lo — e para retirá-lo quando necessário.

 

LEIA TAMBÉM:

Golpes

Plataformas

Comércio eletrônico

 

 

 
Disclaimer: Este site apresenta notícias, opiniões e vídeos de diversas fontes. As opiniões expressas nos artigos são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não refletem necessariamente as opiniões do site ou de seus editores. SAIBA MAIS CLICANDO AQUI.
 

Deixe um comentário