Os irmãos Batista são os caras mais sortudos do mundo!

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Opinião

Capitalismo de Compadrio ou “Sorte” Estratégica? Daniel Scott Questiona Facilidade dos Irmãos Batista em Negócios Regulados

Em um post que rapidamente ganhou tração nas redes sociais, o empresário e influenciador Daniel Scott (@odanielscott) trouxe à tona um debate recorrente no Brasil: a proximidade entre grandes conglomerados empresariais e o poder público, especialmente em momentos de aquisições e mudanças regulatórias. Sob o título irônico “Os irmãos Batista são os caras mais sortudos do mundo! E posso provar”, Scott lista uma série de coincidências temporais envolvendo o grupo J&F, controlado por Joesley e Wesley Batista, e decisões de órgãos reguladores ou do governo federal. Entre os casos citados estão:

  • A suspensão de lotes de produtos da Ypê pela Anvisa, empresa que teria doado para o ex-presidente Bolsonaro, enquanto a Minuano (do grupo Batista) é uma das principais concorrentes no segmento de detergentes.
  • A publicação de portaria do Mapa, semanas após a aquisição de 50% da Mantiqueira (maior produtora de ovos do país), obrigando o carimbo individual de validade em cada ovo — exigência que, segundo o post, favoreceria produtores já preparados como a Mantiqueira em detrimento de pequenos concorrentes.
  • A edição de medida provisória três dias após a compra de usinas da Eletrobras, transferindo dívidas bilionárias para as tarifas de energia pagas pelos consumidores.

Scott ainda relembra a redução significativa da multa da J&F (de R$ 10 bilhões para menos de R$ 3 bilhões) após a contratação do advogado Cristiano Zanin, posteriormente indicado por Lula ao STF.

O texto conclui que, “toda vez que um setor da economia entra no radar dos Batistas, uma lei ou portaria aparece logo em seguida, travando a concorrência pequena e abrindo caminho para o império”. Detergente, ovos, energia e carne seriam exemplos do mesmo “roteiro”.

O post, que acumula centenas de milhares de visualizações, reacende discussões sobre o chamado capitalismo de compadrio (ou de relações), prática criticada tanto por liberais quanto por setores da esquerda quando beneficia grupos privados próximos ao governo de plantão. Defensores dos Batista costumam atribuir o sucesso do grupo à agressividade empresarial, escala e capacidade de lobby legítimo, enquanto críticos veem favorecimento indevido.

No Blogueiros do Brasil, acompanhamos esses debates com atenção. Casos como esse merecem escrutínio público, transparência regulatória e, sobretudo, regras claras que garantam concorrência justa, independentemente de quem esteja no poder. O que você acha? Coincidências ou padrão recorrente? Deixe sua opinião nos comentários.

Fonte: Post original de Daniel Scott no X (antigo Twitter, publicado em 10 de maio de 2026.

 
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