Uma oficial de justiça bateu à porta. Foi assim que uma locatária descobriu que a casa alugada pelo QuintoAndar estava sob alienação judicial, e já havia passado por dois leilões
Alugar um imóvel por meio de uma grande plataforma costuma transmitir uma sensação de segurança. Afinal, empresas consolidadas investem pesado em publicidade e frequentemente associam suas marcas a termos como transparência, praticidade e proteção ao consumidor.
Mas o relato da designer de interiores Erika Karpuk levanta questionamentos importantes sobre até que ponto essa segurança realmente existe.
Em um vídeo publicado em seu canal no YouTube, Erika conta uma experiência que classificou como o maior golpe que já sofreu na vida. Segundo seu relato, ela descobriu por acaso que a casa onde mora, alugada por meio do QuintoAndar, estava sob alienação judicial e já havia passado por dois leilões.
O caso chama atenção não apenas pela gravidade das alegações, mas também pelos impactos emocionais, financeiros e familiares descritos pela locatária.
O que aconteceu?
Segundo Erika, tudo começou após uma série de investimentos realizados no imóvel alugado.
Ao se mudar para a residência em dezembro de 2022, ela encontrou problemas estruturais, sinais de abandono e necessidade de manutenção. Como pretendia permanecer no local por vários anos, decidiu investir tempo e dinheiro para tornar a casa mais habitável.
A situação mudou completamente quando um oficial de justiça apareceu na residência procurando o proprietário do imóvel.
Foi nesse momento que ela afirma ter descoberto que a casa estava envolvida em um processo judicial desde 2021 e já havia sido levada a leilão em duas ocasiões.
De acordo com o relato, essa informação jamais teria sido comunicada a ela durante a assinatura do contrato ou ao longo da locação.
Quais são as acusações feitas por Erika Karpuk ?
No vídeo, Erika apresenta uma série de questionamentos.
Entre eles:
- O proprietário teria omitido a existência do processo judicial;
- O imóvel estaria sujeito à venda judicial;
- Ela poderia ser obrigada a deixar a residência em prazo relativamente curto;
- Valores pagos de IPTU ao longo dos anos não teriam sido efetivamente quitados junto ao município;
- A plataforma responsável pela administração do contrato não teria fornecido informações suficientes sobre a situação do imóvel.
É importante destacar que essas são alegações apresentadas pela autora do vídeo e que eventuais responsabilidades dependem de apuração jurídica e decisão das autoridades competentes.
O QuintoAndar pode ser responsabilizado?
Essa é uma das principais discussões levantadas pela designer.
No vídeo, Erika afirma que seus advogados entendem que uma empresa que administra pagamentos, contratos e cobranças não poderia simplesmente se considerar uma mera intermediária diante de problemas dessa natureza.
Já a posição oficial da empresa sobre o caso específico não foi apresentada no conteúdo analisado.
Por isso, qualquer conclusão definitiva dependerá da análise dos fatos, documentos e eventuais decisões judiciais.
O que consumidores podem aprender com esse caso?
Independentemente do desfecho, a história serve como alerta para quem pretende alugar um imóvel.
Alguns cuidados podem reduzir riscos:
Pesquise a reputação da empresa
Antes de assinar qualquer contrato, vale consultar plataformas de reclamações e avaliações de consumidores.
Uma opção é verificar o perfil do QuintoAndar no site Reclame Aqui.
Solicite documentação
Peça comprovantes, recibos e documentos relacionados ao imóvel sempre que possível.
Leia o contrato com atenção
Entenda exatamente quais são as responsabilidades do proprietário, da imobiliária ou da plataforma digital.
Registre conversas importantes
Guardar e-mails, mensagens e comprovantes pode ser útil caso surja algum conflito futuramente.
Perguntas frequentes
Uma casa em processo judicial pode ser alugada?
Depende do caso concreto. A existência de um processo não impede automaticamente a locação, mas a situação jurídica do imóvel pode gerar riscos para o locatário.
O locatário pode ser obrigado a sair?
Em determinadas circunstâncias, sim. Isso depende da situação judicial do imóvel e das decisões tomadas pelas autoridades competentes.
O QuintoAndar respondeu às acusações?
No vídeo analisado, não foi apresentada uma resposta oficial da empresa sobre as alegações feitas por Erika.
Vale a pena assistir ao vídeo?
Sim.
Mesmo que o caso ainda dependa de análises jurídicas e da versão das demais partes envolvidas, o relato de Erika Karpuk oferece um importante alerta para quem pretende alugar imóveis por meio de plataformas digitais.
Além de expor os impactos emocionais e financeiros enfrentados por uma locatária, o vídeo também levanta questões relevantes sobre transparência, responsabilidade e segurança no mercado imobiliário.
Para quem aluga imóveis, pretende alugar ou simplesmente deseja entender melhor os riscos envolvidos nesse tipo de negociação, o conteúdo merece atenção.
Assista abaixo ao vídeo completo de Erika Karpuk e tire suas próprias conclusões.
Instagram da Erika Karpuk AQUI
Disclaimer: Este site apresenta notícias, opiniões e vídeos de diversas fontes. As opiniões expressas nos artigos são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não refletem necessariamente as opiniões do site ou de seus editores. SAIBA MAIS CLICANDO AQUI.

