Governo Lula faz pressão intensa por ativista de esquerda detido em Israel, mas foi omisso com brasileiro sequestrado e morto pelo Hamas
Enquanto o governo Lula se mobiliza com veemência para defender um militante de esquerda detido em operação internacional, o silêncio e a morosidade diante do sequestro e morte de um brasileiro comum por terroristas revelam um padrão incômodo. Não se trata aqui de tomar partido em conflitos distantes, mas de questionar algo elementar: o Itamaraty e o Palácio do Planalto tratam igualmente todos os cidadãos brasileiros em apuros no exterior?
Michel Nisenbaum, brasileiro nascido no Rio de Janeiro, foi sequestrado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023. Ele era o único brasileiro mantido como refém pelo grupo terrorista. Sua família relatou reuniões com Lula e promessas de ajuda, mas a pressão diplomática real foi tímida. Nota oficial só ganhou tom mais firme quando o Exército de Israel recuperou seu corpo, em maio de 2024. (Leia aqui e aqui). Pouca comoção pública, pouca mobilização visível. Um brasileiro morto por terroristas, e o governo petista seguiu adiante com sua agenda.
Contrastem com o caso recente de Thiago Ávila, ativista socioambiental alinhado à esquerda e participante de uma flotilha humanitária com destino a Gaza. Detido pelas autoridades israelenses, Ávila virou prioridade nacional. O presidente Lula e o Itamaraty não pouparam adjetivos: “grave afronta ao direito internacional”, “injustificável”. (Leia aqui e aqui). O ativista, que atuava em causa política específica, recebe o que Michel Nisenbaum não teve enquanto vivo.
A pergunta incômoda, feita por vozes como a de Andrea Orsi nas redes, não pode ser varrida para debaixo do tapete: por que um brasileiro vale mais que o outro? A diferença não está na nacionalidade — ambos são brasileiros. Está no perfil ideológico. Nisenbaum, com dupla cidadania e vivendo em Israel, não se enquadrava no script do “campo progressista”. Ávila encaixa-se perfeitamente.
Esse não é um episódio isolado. É sintoma de uma política externa ideologizada, que coloca alinhamento político acima da defesa intransigente de todo e qualquer brasileiro em dificuldade. O que vemos agora é uma diplomacia de dois pesos e duas medidas, que envergonha o serviço exterior e trata a vida dos nossos conterrâneos como moeda de troca ideológica.
O Brasil merece uma diplomacia profissional, pragmática e que coloque os interesses nacionais — e a vida de seus cidadãos — em primeiro lugar. Sem esquecer Michel Nisenbaum enquanto enaltece outros nomes mais convenientes.
A contradição está exposta. Cabe aos brasileiros cobrar coerência. Cidadão é cidadão, ponto final.
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