Dark Horse: Contradição de Carlos Bolsonaro enfraquece defesa da família
Brasília, 14 de maio de 2026 — Na última quarta-feira, 13 de maio de 2026, veio à tona uma série de reportagens revelando que Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, destinou cerca de R$ 61 milhões para financiar o filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro com Jim Caviezel no papel principal. O senador Flávio Bolsonaro negociou diretamente o patrocínio privado, com áudios em que trata Vorcaro como “irmão” e cobra parcelas atrasadas.
A militância bolsonarista rapidamente adotou a defesa de que “Flávio não sabia quem era Vorcaro”. No entanto, análise do influenciador @JokMavX (MaverickJoker) sobre o próprio post de Carlos Bolsonaro destacou uma contradição evidente: ao listar as antigas conexões de Vorcaro com Lula, Temer, ministros do STF e figuras do establishment, Carlos admitiu publicamente que o perfil do banqueiro era conhecido há muito tempo na direita.
O problema se agrava ainda mais com fatos anteriores. Em 12 de julho de 2024, o ex-presidente Jair Bolsonaro publicou nas redes críticas à Caixa Econômica Federal por destituir gerentes que barraram operação considerada “arriscada” e “atípica” de R$ 500 milhões em títulos do Banco Master.
Vorcaro reagiu com irritação extrema. Em mensagens vazadas obtidas pela PF e reveladas pela imprensa, o banqueiro chamou Bolsonaro de “idiota” e “beócio”. Segundo o próprio Vorcaro, Bolsonaro teria postado porque “alguém falou que era coisa do PT” — ou seja, o ex-presidente teria sido levado a acreditar que se tratava de um esquema petista e acabou atacando uma operação que envolvia Vorcaro, esquecendo ou ignorando as conexões do banqueiro com o próprio campo político.
- CBN/Globo: Vorcaro chamou Bolsonaro de ‘idiota e beócio’
- Metrópoles: Gerentes perdem cargo após barrarem operação
- O Globo sobre o caso
As negociações de Flávio com Vorcaro para o Dark Horse começaram em dezembro de 2024 — meses após esse episódio público e a reação de Vorcaro. O post de Carlos, ao invés de proteger a família, reforça o que a oposição já apontava: a família Bolsonaro tinha conhecimento suficiente sobre o controlador do Banco Master antes de fechar o patrocínio milionário.
Em um ambiente que a direita tanto criticou no PT — o “todo mundo faz” e a defesa corporativista —, o caso Dark Horse coloca à prova a régua única tantas vezes defendida. A militância fanática pode ignorar os fatos, mas o registro público, desde julho de 2024, não permite mais o comodismo do “não sabíamos”.
Blogueiros do Brasil acompanha o desenrolar do caso com base em fontes públicas e documentos já divulgados.
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