Como o Hezbollah justifica o tráfico de drogas?

História

 

 

O aiatolá Muhammad Hussein Fadlallah solucionou o problema moral e religioso que derivava do tráfico de drogas, principal fonte de receitas do Hezbollah

 

 

“Na década de 1980, ele emitiu uma fatwa – um parecer jurisprudencial constituído a partir da adequação das regras de sharia (lei islâmica) – para justificar a atividade vedada pelo Islã.

Fadlallah decretou que, desde que o tráfico de drogas fosse utilizado como arma de guerra, em defesa dos muçulmanos e da religião, deixaria de ser um haram (“pecado”) e passaria a ser considerado halal (“lícito).

O documento foi emitido para atender os anseios dos libaneses do Vale do Bekaa, que, naquele momento, passavam por um intenso processo de recrutamento para atuar na produção e no transporte de drogas,que serviriam de fonte de dinheiro para os primeiros anos da organização.

[…] A fatwa revelou-se extremamente importante para o Hezbollah, pois não apenas legitimou o tráfico, sob o aspecto religioso per si, como investiu de nobreza o que não passava de uma atividade exclusivamente criminosa. Ao dar ao tráfico de drogas – em especial de cocaína a partir da América do Sul – o status de ferramenta da Jihad, a organização aplacou os críticos e conseguiu converter até o mais religioso de seus membros em um traficante.”

“A fatwa dizia:

“Produzimos drogas para o Satanás, que são a América e os judeus. Se não podemos matá-los com armas, vamos matá-los com drogas”

Alguns anos depois, Fidel Castro usou um argumento parecido ao aconselhar Hugo Chávez a usar o aparato estatal da Venezuela em favor do narcotráfico.

“Em uma visita a Havana, o presidente venezuelano revelou ao ditador cubano sua disposição em dar suporte às Farc. No entanto, havia o incoveniente da cocaína. Fidel, sem titubear, corrigiu o discípulo. Disse que a cocaína não era um problema, e sim um instrumento de luta contra mo imperialismo. De forma didática, o cubano convenceu Chávez de que, ao oferecer apoio total e irrestrito aos colombianos , não só fomentaria a revolução no país vizinho como causaria danos aos Estados Unidos.

[…] A naturalidade com a qual Fidel construiu um argumento moral para justificar o empenho do aparato  de Estado no tráfico tem uma explicação. Há pelo menos trinta anos o velho comandante usava a mesma justificativa para seu envolvimento pessoal e o de seu regime com o tráfico internacional. Em 1980(*), sob as ordens expressas dos irmãos Castro, o embaixador de Cuba em Bogotá, Fernando Ravelo, iniciou um processo de aproximação com o Cartel de Medellín, liderado por Pablo Escobar.”

 

(*) NOTA DO BLOGUEIRO: Na mesma época da fatwa.

 

Fonte: Livro Hugo Chávez – O Espectro


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