YouTube: Censura Seletiva E Fake News Lucrativas

YouTube: Censura Seletiva E Fake News Lucrativas

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O YouTube censura rápido quem incomoda o poder.

O mesmo YouTube que removeu vídeos em minutos na pandemia lucra com vídeos que fabricam mortes de pessoas vivas.

 

Essa frase resume um paradoxo que precisa ser discutido sem medo: a maior plataforma de vídeos do mundo não aplica suas regras com base em princípios claros, mas segundo interesses econômicos, institucionais e políticos. Um exemplo recente e emblemático é o vídeo intitulado “LUTO: LETÍCIA SPILLER MORRE AOS 52 ANOS, VÍTIMA DE COMPLICAÇÕES CARDÍACAS”, recomendado pelo próprio YouTube apesar de a atriz estar viva.

Durante a pandemia de COVID-19, bastava discordar da narrativa oficial para que vídeos fossem excluídos quase instantaneamente. Hoje, vídeos que anunciam falsamente a morte de artistas vivos circulam livremente — e pior: são recomendados pelo próprio algoritmo.

 

O YouTube combate fake news ou apenas riscos ao sistema?

A resposta honesta é incômoda: o YouTube não combate a mentira em si, mas aquilo que representa risco ao poder institucional estabelecido.

Durante a pandemia, o que estava em jogo?

  • Pressão direta de governos e organismos internacionais;
  • Ameaça de regulação estatal pesada;
  • Risco de perda de grandes anunciantes;
  • Possibilidade de responsabilização jurídica.

Nesse contexto, a plataforma adotou uma linha dura inédita, removendo conteúdos em velocidade recorde.

 

O caso Letícia Spiller: quando a mentira vira recomendação

Vídeos com títulos como “LUTO: atriz famosa morre aos 52 anos” violam a ética, mas não ameaçam o sistema.

Para o YouTube, esse tipo de conteúdo:

  • Não gera crise política;
  • Não mobiliza autoridades;
  • Não provoca reação institucional;
  • Gera cliques, engajamento e tempo de tela.

Resultado? Permissão tácita e lucro indireto.

 

O algoritmo não é neutro — ele premia o sensacionalismo

O algoritmo do YouTube não avalia verdade ou mentira. Ele mede:

  • Taxa de cliques;
  • Retenção do público;
  • Reações emocionais;
  • Compartilhamentos.

Histórias falsas sobre mortes ativam medo, choque e curiosidade — exatamente o que o sistema recompensa.

 

Perguntas e respostas: o que poucos explicam

❓ Denunciar vídeos resolve?

Na maioria dos casos, não. Denúncias geram alertas, não remoção automática.

❓ O YouTube reduz alcance desses vídeos?

Às vezes. Mas quando o próprio sistema recomenda o conteúdo, fica claro que não houve qualquer punição algorítmica.

❓ Por que não há o mesmo rigor da pandemia?

Porque agora não existe pressão externa relevante. Sem risco institucional, a plataforma escolhe a inércia.

❓ Isso é censura seletiva?

Sim. A moderação do YouTube é reativa, assimétrica e oportunista.

 

Dois pesos, duas medidas

O padrão é claro:

  • ❌ Rigor extremo quando o discurso ameaça consensos oficiais;
  • ✅ Tolerância quando a mentira apenas explora indivíduos e gera lucro.

Não se trata de defesa de fake news, mas de exigir coerência e responsabilidade.

 

O problema maior: plataformas sem responsabilidade editorial

O YouTube quer o melhor dos dois mundos:

  • Age como editor quando lhe convém;
  • Se diz apenas plataforma quando é cobrado.

Essa ambiguidade sustenta um modelo onde:

A verdade é negociável, desde que o dano não alcance o topo do sistema.

 

Conclusão

O caso dos vídeos que fabricam mortes de pessoas vivas expõe uma verdade desconfortável: a moderação do YouTube não é moral, é estratégica.

Enquanto o custo de agir for maior que o custo de ignorar, a plataforma continuará permitindo que a mentira prospere — desde que ela seja lucrativa e politicamente inofensiva.

A pergunta final não é se o YouTube consegue moderar melhor.

É se ele realmente quer.

A pandemia revelou a censura; o presente escancara o negócio: mentir é permitido — desde que dê lucro e não incomode o topo.

 

 
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