“Todo mundo duvida quando um menino, que é do sexo masculino, diz que é uma menina.”
A frase é do Dr. Alexandre Saadeh, da Faculdade de Medicina da USP.
A dúvida não é preconceito. É racionalidade básica. Um menino do sexo masculino é um menino. Dizer o contrário não redefine a realidade — apenas a nega.
O que é chamada de redesignação sexual?
A chamada redesignação sexual é apresentada como um procedimento médico capaz de alinhar corpo e identidade. Na prática, trata-se de intervenções hormonais e cirúrgicas em corpos biologicamente saudáveis, sem que o sexo biológico seja alterado.
Não há redesignação do sexo. Há apenas modificação estética e mutilação funcional.
Sexo biológico pode ser mudado?
Não.
O sexo é definido por:
- Cromossomos
- Estrutura reprodutiva
- Biologia celular
Nenhuma cirurgia altera esses fatores. Por isso, o termo “redesignação sexual” é enganoso do ponto de vista científico.
Ideologia de gênero versus realidade
A ideologia de gênero sustenta que:
- O sexo não importa
- A percepção subjetiva define quem a pessoa “é”
- O corpo deve se submeter à mente
Isso inverte a lógica científica: a subjetividade passa a ter mais peso que a biologia.
Quando a medicina abandona o princípio “não causar dano”
A pediatra Michelle Cretella, do American College of Pediatricians, faz uma comparação direta:
Se alguém insiste que é amputado em um corpo saudável e pede para cortar um membro, isso é tratado como transtorno mental.
Existe, inclusive, o Transtorno de Identidade da Integridade Corporal (TIIC), no qual o desejo de mutilação não é atendido, mas tratado.
Pergunta central:
Por que, no caso da identidade de gênero, a mutilação passa a ser validada?
Cirurgia trata sofrimento psicológico?
A disforia de gênero é um sofrimento psíquico real, mas isso não significa que a solução seja cirúrgica.
O princípio médico clássico é claro:
não se mutila um corpo saudável para tratar sofrimento mental
Segundo a Dra. Cretella, chamar a redesignação sexual de tratamento não a torna científica.
O que mostram os dados de longo prazo?
Estudos apontam que alguns pacientes relatam alívio imediato após cirurgias e uso de hormônios. No entanto, o longo prazo conta outra história.
Um estudo sueco com acompanhamento de 30 anos mostrou que a taxa de suicídio entre pessoas trans operadas foi quase 20 vezes maior que a da população geral.
Se a cirurgia resolvesse o problema, esses números não existiriam.
Perguntas e respostas
Redesignação sexual muda o sexo biológico?
Não. O sexo biológico permanece inalterado. Apenas a aparência externa é modificada.
Questionar a redesignação sexual é preconceito?
Não. Questionar práticas médicas e conceitos ideológicos é parte do debate científico e democrático.
A cirurgia é a única alternativa para disforia de gênero?
Não. A disforia pode ser tratada com acompanhamento psicológico, sem intervenções irreversíveis.
Por que esse tema precisa ser debatido?
Porque envolve crianças, políticas públicas, medicina, linguagem oficial e o próprio conceito de verdade.
Conclusão
A redesignação sexual não representa um avanço científico, mas sim uma concessão ideológica travestida de medicina.
Respeitar pessoas não exige negar a biologia.
Acolher sofrimento não exige abandonar a ciência.
Quando a verdade passa a ser tratada como preconceito, o problema não está na ciência — está na ideologia.
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