Cura da paralisia nasceu aqui e foi perdida pelo Estado

Cura da paralisia nasceu aqui e foi perdida pelo Estado

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Cientista da UFRJ regenerou medula e fez tetraplégico andar. A burocracia estatal deixou o Brasil perder a patente internacional

 

O impossível aconteceu — aqui

Durante décadas, médicos repetiram a sentença:

“Lesão medular não regenera.”

Era definitivo.
Era irreversível.
Era o fim.

Até que, em um laboratório da Universidade Federal do Rio de Janeiro, uma cientista brasileira decidiu não aceitar essa condenação.

Foram quase 30 anos de pesquisa.

Três décadas insistindo onde o mundo dizia que não havia saída.

E então aconteceu.

Um paciente tetraplégico voltou a andar.

 

Um jovem condenado à imobilidade

Em 2018, um rapaz de 23 anos sofreu esmagamento completo da vértebra C6.

Ele ouviu o que ninguém está preparado para ouvir:

“Você nunca mais vai andar.”

Dependência.
Limitações.
Uma vida inteira redefinida por uma frase.

Até que ele entrou no estudo.

Recebeu a aplicação da polilaminina — substância criada para reconstruir a ponte biológica rompida na medula.

Três semanas depois, mexeu o dedão do pé.

Pode parecer pouco.

Mas ali estava o milagre silencioso da ciência:

O cérebro atravessou o abismo.

Hoje ele caminha.

 

O mundo busca. O Brasil encontrou.

Laboratórios nos Estados Unidos, Europa e Japão investem bilhões tentando resolver esse problema.

Aqui, em uma universidade pública brasileira, a resposta surgiu.

A polilaminina recria a estrutura que guia neurônios no desenvolvimento embrionário.

Ela reconstrói o caminho.

Ela reabre a estrada.

Ela devolve movimento.

Isso é ciência de ponta.

Isso é conquista brasileira.

 

E então veio o Estado

A patente foi solicitada em 2007.

Levou quase 18 anos para ser concedida no Brasil.

Dezoito anos.

Para proteger a descoberta no exterior, era necessário pagar taxas internacionais.

Essas taxas não foram pagas.

Não estamos falando de milhões.
Não estamos falando de algo inalcançável.

Estamos falando de uma burocracia lenta, de prioridades distorcidas, de um sistema que trata inovação como detalhe.

Resultado?

A patente internacional foi perdida.

Outros países podem explorar comercialmente a descoberta.

O Brasil pode não receber um centavo.

 

É impossível não se revoltar

O país que:

  • Forma cientistas brilhantes
  • Supera falta de recursos
  • Faz pesquisa com orçamento apertado

é o mesmo país que:

  • Demora quase duas décadas para registrar patente
  • Não protege sua própria inovação
  • Permite que o retorno vá embora

Isso não é azar.

Isso é padrão.

 

Quanto vale voltar a andar?

Quanto vale sair da cadeira de rodas?

Quanto vale recuperar autonomia?

Quanto vale transformar bilhões gastos em reabilitação em recuperação real?

Estamos falando de uma revolução médica.

Estamos falando de soberania tecnológica.

Estamos falando de dignidade humana.

E o Brasil deixou escapar.

 

A tragédia não é científica. É institucional.

O talento existe.

A capacidade existe.

A prova está aí.

O que falta é estrutura que sustente quem produz.

O que falta é visão estratégica.

O que falta é um Estado que não seja obstáculo para quem cria.

 

Perguntas que precisam ser feitas

O Brasil descobriu a cura da paralisia?

Um caso concreto demonstrou regeneração funcional. A pesquisa aponta para algo histórico.

A patente internacional foi perdida?

Segundo os relatos públicos, sim.

Outros países podem lucrar com isso?

Podem.

E provavelmente lucrarão.

 

A dor maior

O mais doloroso não é apenas perder dinheiro.

É perder protagonismo.

É assistir outros venderem ao mundo algo que nasceu aqui.

É ver a genialidade brasileira sobreviver apesar do sistema — e não por causa dele.

A cura nasceu no Brasil.

Mas a proteção não.

E enquanto celebramos o feito científico, somos obrigados a encarar a realidade:

Nosso maior obstáculo não é falta de inteligência.

É um Estado que deveria apenas não atrapalhar — mas escolhe sabotar.
 
 
Assista aos vídeos:

 

A pesquisa liderada pela Dra. Tatiana Coelho de Sampaio, com apoio da FAPERJ, desenvolveu um tratamento experimental aplicado diretamente na medula espinhal. O resultado foi surpreendente: a reconexão de circuitos neurais e a recuperação progressiva dos movimentos.
 


 
 

 
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