Por que o Brasil é um país atrasado?

Por que o Brasil é um país atrasado?

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Brasil, EUA e Japão: Quem Realmente Sustenta a Economia?

 

O peso da economia brasileira

Pouca gente se dá conta, mas o motor da economia do Brasil está engasgando.
Apenas 20,38% da população trabalha na iniciativa privada, enquanto nos Estados Unidos são 37,4% e no Japão 43%.

Uma parcela dos brasileiros prefere trabalhar na informalidade: 18,14%.

Isso significa que no Brasil um pequeno grupo carrega nas costas o peso de manter o restante da sociedade — servidores públicos, crianças, idosos, desempregados e dependentes de programas sociais.


A informalidade

A informalidade não é fuga do trabalho, mas fuga de um Estado predatório. Para milhões de brasileiros, “estar dentro da lei” significa impostos confiscatórios, burocracia absurda e fiscalização hostil. Trabalhar por conta própria torna-se, assim, um ato racional de sobrevivência e resistência.

O trabalhador informal rejeita o papel de servo de um sistema que cobra muito e entrega pouco. Ele sustenta a economia real, mantém preços acessíveis e faz o país funcionar apesar do Estado. Se há uma senzala moderna, ela não está na informalidade, mas no modelo estatal que transforma quem produz em escravo tributário.


A ilusão do Estado provedor

Muitos acreditam que o problema está apenas no número de servidores públicos. Não é bem assim.
Nos EUA, por exemplo, os servidores representam 6,69% da população, contra 6,03% no Brasil.
Ou seja, não é aí que o atraso brasileiro se explica.

O verdadeiro gargalo está em outro ponto: a baixa participação do setor privado e o modelo de assistencialismo crônico que paralisa o país.


Assistencialismo: alívio imediato, problema permanente

O Bolsa Família atende hoje cerca de 48,6 milhões de famílias, o que representa aproximadamente 22,72% da população.
Isso significa que 1,14 em cada 5 brasileiros vive dessa transferência de renda do Estado.

É claro que programas sociais têm seu papel emergencial. Mas, quando se tornam permanentes, deixam de ser um trampolim para a autonomia e viram uma armadilha econômica.

  • Criam dependência.

  • Desestimulam a formalização no mercado de trabalho.

  • Ampliam a carga tributária sobre quem produz.

Em resumo: quem está na iniciativa privada não sustenta apenas o Estado inchado, mas também milhões de brasileiros que vivem sob o guarda-chuva do assistencialismo.


A conta não fecha

Quando só 20,38% da população produz riqueza de fato, é inevitável que:

  • Os impostos sejam altíssimos.

  • A competitividade do país despenque.

  • O crescimento econômico seja pífio.

Enquanto isso, o discurso político mantém o ciclo de promessas: em vez de estimular empregos e empreendedorismo, aposta em aumentar benefícios sociais que perpetuam a dependência.


Conclusão: a senzala moderna

O Brasil precisa decidir: quer ser uma nação produtiva, como EUA e Japão, ou continuar como um país onde poucos trabalham para sustentar muitos?

Sem reformas que incentivem a produção privada e transformem programas sociais em portas de saída, e não em correntes, estaremos presos em uma espécie de senzala moderna do assistencialismo, onde a liberdade econômica é sufocada e o futuro segue comprometido.

Fontes: PNAD Contínua (IBGE, jun-ago/2025), BLS (EUA, ago/2025), Labour Force Survey (Japão, jul/2025). Dados atualizados em 29/01/2026; Veja abaixo:

 

 

 
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